Um Manifesto Contra o Consumo de Conteúdos em 24h.
Quem espalhou esse boato?
Esse epitáfio falso?
Essa lápide digital sem corpo?
Sério!
O blog nunca morreu. Ele só tirou férias do barulho. Se escondeu nas entrelinhas. Ficou quieto... Observando.
O blog é Corpo Invisível na web. É verdade crua, linda e inquestionável. Tá, às vezes... O blog é a espinha dorsal da internet que sustenta tudo o que você vê quando faz uma busca no Google.
Jura? Aposto que não sabia.
Nem eu. Eu fui estudar pra saber.
Quem entrega texto?
Quem entrega contexto?
Quem entrega solução?
De onde vem todo o conhecimento do Google? Quem alimenta o algoritmo de busca com palavras-chave, com respostas de verdade, com conteúdo que não some em 24 horas?
O Blog.
(Oohh em coro)
O blog é a Feira Livre da Internet. E aqui, eu faço uma Metáfora da Fruta Estrela, com todo respeito, Eric Barone.
Por anos, a internet era uma feira livre. Cada barraca era um blog. Cada voz tinha sua própria banca. Vários sabores, várias cores, várias texturas de conteúdo. As pessoas caminhavam entre os blogs, escolhiam o que queriam ler, provar, saborear... Era plural. Era lindo! Era feito de vozes reais.
Até que… Uma nova barraca chegou. Colorida, barulhenta, prometendo novidades, hormônios neurotransmissores rápidos, com uma fruta diferente: a Fruta Estrela. Barata. Bonita. Instantânea, que morria em 24h.
Todo mundo correu pra lá. O corredor da feira ficou vazio.
Por anos, só se consumia Fruta Estrela.
Reels, trends, stories… Likes, curtidas, dopamina de curto prazo.
Mas um dia…As pessoas sentiram falta da feira inteira. Da profundidade. Pluralidade. Da conversa longa. Da palavra escrita com alma.
"Olha a palavra fresquinha, fresquinha! Vem, freguesia, tá fresquinha, tá saborosa, pode escolher!"
E então… as pessoas viram que as barracas nunca saíram de lá! E que continham palavras tão saborosas quanto as consumidas obrigatoriamente em 24 horas. As pessoas estavam tão encantadas com a fruta estrela, que nada mais passava pelo algoritmo interno delas.
O que aconteceu?
O modelo de rede social com centro da internet perdeu o sabor. A ilusão de que viveríamos só de microvídeos perdeu o sabor. A ideia de que trends são suficientes pra construir um legado perdeu o sabor.
O Que Vive? E Vive Forte?
O blog. O texto. A palavra. O conteúdo perene, buscável, encontrável, SEOzável, monetizável, eterno.
Enquanto existir Google… Enquanto existir busca… Haverá blogs.
Blogs...
Mas aqui vai um Segredo Que o Google Nunca Te Contou (Mas Que Sempre Esteve Lá)
O Google é uma empresa de anúncios. Ele precisa de blogs pra existir.
Vou repetir: o Google precisa de blogs pra existir.
Sem blogs, o Google perde sua fonte primária de monetização.
Sem blogs… não tem pesquisa.
Sem pesquisa… não tem clique.
Sem clique… não tem dinheiro.
Tendeu?
Por isso... Por baixo de todo feed, de toda timeline, de todo vídeo viral, quem sustenta a estrutura invisível da internet é o blog.
Quem Já Percebeu Isso?
A Just Lia, 20 anos depois, ainda fatura com seu blog. A Camila Coutinho voltou a blogar. A Lu Ferreira (Chata de Galocha) também. E, ta-dáh… Maira Macri. Eu também percebi, e agora meu templo se chama Vozes de caneca.
E o blog nunca morreu. Ele apenas esperou, silenciosamente. Mesmo de caneca vazia. E a chaleira prestes a apitar de novo.
Agora… A mesa está posta. As vozes estão servidas. E o café… Ah… o café nunca esfria.
Esse artigo é pra você que:
• Sente falta de texto de verdade…
• Quer mergulhar em palavras com alma…
• Também tem uma voz inquieta querendo ser ouvida...
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Volte sempre, porque aqui… as vozes não se calam.
Maira Macri
VOZES DE CANECA
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